segunda-feira, 29 de julho de 2024

Tinha Que Ser Você — História

 

Contém Spoiler.

—§

Capítulo 1

—§


Jane olhou para Maura que secava às lágrimas enquanto tinha a feição avermelhada.
— Aquela garota rejeitou meu rim, é um belo rim.

— Tenho certeza disso — Maura começou a rir e a olhou vendo a morena ficar séria.

— O que aconteceu?

— Que?

— Você ficou séria de repente.

— Eu... Ah... Não é nada.

— Você está mentindo, ergueu a sobrancelha esquerda.

— Maura, não é nada, okay? Eu... É... Eu só fiquei preocupada.

— Com o que?

— Percebeu como as coisas estão mudando rápido? — Desconversou.

— Não mude de assunto, Jane.

— Okay — Disse respirando fundo — Maura... Eu... — Maura a olhou esperando uma resposta — Eu acho que não podemos mais ser amigas.

— O que? Por que?

— Eu acho melhor eu ir embora, eu sinto muito — Disse se levantando.

— Jane, volte aqui! Jane! — Disse vendo a morena sair, Maura respirou fundo completamente confusa com a situação.

Não estava entendendo nada, o que Jane havia querido dizer com "as coisas estão mudando" e "não podemos mais ser amigas"? Ela não fazia ideia, só sabia que doía, não apenas suas palavras, mas o que sentia em segredo.

Estava a tanto tempo ocultando o que sentia por Jane que havia se tornado fácil esconder seus sentimentos, o que lhe confortava era saber que Jane sempre estava ali, mesmo como apenas uma amiga.

Mesmo que em algum momento tivesse que vê-la sendo feliz e formando uma família que não fosse ela.

Suspirou passando as mãos pelos cabelos e voltou a encarar a porta com a esperança de que ela voltasse, mas isso não aconteceu.

[...]

Jane parou na porta vendo Maura examinar a vítima e respirou fundo antes de entrar.

— Alguma coisa?

— Não, estou esperando que os resultados cheguem.

— Okay, me ligue assim que souber — Disse virando para sair.

— Jane — A morena a olhou — Pode me explicar?

— Eu não tenho nada a explicar, acabei de descobrir que a noiva do meu pai está grávida e... 

— Maura abaixou o olhar — Okay, o que você sabe?

— Nada.

— Maura, diga agora mesmo o que sabe — Disse séria.

— Eu prometi a Tommy — Jane pegou o bisturi.

— Diga agora mesmo, ou eu usarei em você.

— Okay, mas me prometa que ficará calma.

— Eu prometo, Maura, agora diga de uma vez — Praticamente rosnou para a loira que encolheu levemente.

— Tudo bem, bom...

— Pare de enrolar, Maura — Pronunciou seriamente.

— É que... Tommy se envolveu com Lydia e... Talvez ele seja o pai do bebê.

— Eu vou acabar com ele.

— Jane! Você prometeu — Disse porém não foi ouvida — Jane!
Jane saiu a passos rápidos, era mais um problema pelo quase se procurar.

— Droga — A loira murmurou preocupada.

[...]

O dia seguiu tranquilamente, ficando caótico após o desaparecimento repentino de Jane, Vince, Frankie e Frost, junto a Maura descobriram para onde a morena havia sido levada e não perderam tempo de ir busca-la.

Após o resgate de Jane, os quatro voltaram para a delegacia, Maura abraçou Jane aliviada.

— Graças a Deus, você está bem — Disse em um sussurro e se afastou, Jane sorriu — Tudo bem?

— Sim.

— Jane...

— Okay, Maura, eu só não quero falar.

— Tudo bem, aceita ao menos beber algo?

— Tudo bem — Disse e então as duas foram para casa da loira.

Quando chegaram a legista foi buscar as taças e o vinho na cozinha após deixar a detetiva seguir para o sofá da varanda e seguiu até ela.

Maura entregou a taça de vinho para Jane e a olhou após sentar-se ao lado da morena.

— Realmente está bem?

— Sim — Disse bebendo o líquido da taça — A pior parte foi ter que usar rosa — Maura deu risada e Jane olhou para a taça, ficaram em silêncio por longos minutos — As coisas estão mudando...

— Você disse, mas não disse o que exatamente.

— Meus sentimentos.

— Por Dean ou Casey?

— Não... Por você — Maura a olhou surpresa.

— Por mim?

— Sim — Sussurrou e olhou para a loira — Eu sinto muito, Maura.

— Pelo que?

— Por isso — Sussurrou e a tomou em um beijo intenso.

Maura demorou um pouco mas acabou correspondendo ao beijo, Jane puxou mais para perto e a segurou pela nuca e pela cintura, intensificando ainda mais o beijo.

Suas línguas brigavam, suas respirações começavam a falhar de acordo com os batimentos acelerados.

Jane sugou o lábio da loira com lentidão antes de se afastar e abriu os olhos vendo os de Maura ainda fechados.

— Eu sinto muito — Sussurrou antes de se afastar — Acho melhor eu ir — Maura a olhou sair e mordeu os lábios abaixando a cabeça.

Pegou a taça e virou de uma vez na boca, após voltar a encher a taça apoiou-se no sofá e respirou fundo, então tocou os lábios sorrindo.

[...]

Jane entrou acompanhada por Maura na cena do crime, o silêncio entre elas era intenso e cortante.

— Ótimo lugar pra um casamento — Disse olhando a decoração.

— Pessoas que não tem condições para casar na igreja escolhem casar aqui — Maura disse, fazendo Jane lembrar-se de sua presença.

— Korsak, o que temos?

— Anja, 22 anos, o noivo disse que há esperavam e ela entrou completamente ensanguentada, morrendo minutos depois.

— O corte foi profundo — Maura disse após analisar o ferimento.

— Vamos seguir o sangue — Disse seguindo os rastros de sangue deixado pela noiva.

— Parece que houve uma briga — Jane disse olhando as coisas.

— Ele disse que ela estava sozinha.

— Estou com as roupas dela.

— E eu com a bolsa — Frost disse e Jane o olhou.

— Quantas pessoas haviam aqui?

— Apenas oito, além da Anja, do noivo e o mestre de cerimônia — Disse seguindo para o salão novamente.

Os peritos trabalhando reconheram tudo o que pudesse ser provas, fotos eram tiradas e então saíram da sala.

— Eu estou levando o corpo para o necrotério — Maura disse ao aproximar-se das duas.
Korsak as analisou vendo Jane evitar olhar para a loira, franziu a testa em confusão.

— Tudo bem, nos avise quando tiver terminado — Korsak pediu.

— Certo — A loira disse e saiu.

[...]

A detetive abriu a porta da sala de autópsia e aproximou-se de Maura que fazia a necrópsia.

— Alguma coisa?

— Sim, um tipo de substância na ferida, acabei de mandar para a análise.

— Okay, mas alguma coisa? — Maura parou o que fazia e a olhou.

— Jane, sobre ontem...

— Nada aconteceu ontem, okay? Eu não sei o que deu em mim, mas não importa, não vai acontecer outra vez, eu preciso ir — Disse saindo rapidamente.

— Não pode fazer isso — Disse irritada.

— Maura...

— Não! — Disse com os olhos marejados — Você está sendo uma grande idiota comigo há dias e mesmo quando parece se importar, você fica distante, você pode ao menos voltar a ser minha melhor amiga? Eu não me importo se você está arrependida por ter me beijado, Jane, só... Pare de ser cruel.

— Eu não queria...

— Mas não mudou de opção quando podia.

— Isso é confuso pra mim, okay? Tudo isso, tudo o que você representa e antes... Antes era fácil, Maura, mas agora não é mais.

— Quer saber? É realmente melhor que você vá, me deixe trabalhar — Disse virando-se de costas para a morena.

— Eu sinto muito.

— Não importa, já aconteceu — Disse friamente e isso fez com que o coração da morena diminuisse no peito ao ouvir aquele tom.

Jane a encarou por alguns minutos e suspirou saindo da sala enquanto se recriminava pelos ocorridos.

[...]

Jane entrou na lanchonete junto a Frost e seguiram para a mesa aonde Frankie estava junto a Angela.

— Você vai engordar.

— Bom.

— Quer leite com chocolate? — Angela perguntou o olhando.

— Sim.

— Riley odeia caras gordos, especialmente os que bebem leite com chocolate — Frost disse fazendo Jane rir.

— Cale-se, estraguei minha entrevista, certo?

— O que Cavanaugh disse?

— Disse que está entre mim e outro candidato.

— Está bem! Então, vamos, ainda está na disputa, Frankie — Angela entregou o copo para Frankie e Jane pegou uma batata.

— Ei, pegue o seu — Frost fez um sinal para que ele esperasse e pegou uma batata.

— O quê? Estamos garantindo que você não engorde — Jane olhou para o lado — Lá está o Cavanaugh, vamos perguntar a ele.

— Se você fizer isso, pegarei esse prato e enfio em sua garganta — Frost e Jane se olharam.

— Sim, ei chefe! — Disse vendo-o se aproximar, Frankie se encolheu na cadeira e Frost o encarou com deboche.

[...]

Após falar com Maura e com a vítima, Jane seguiu para a sala de rastreamento, a detetive encarou a tela a sua frente.

— O degolador é Chris Harris — Disse ainda encarando a tela.

— Ele obteve o visto de intercâmbio para Anja e Lea, pensaram que viriam aqui para serem estudantes.

— Ele traz garotas aqui para vendê-las — Disse Korsak.

— Então vá busca-lo! Vá encontrar Lea — Maura disse aflita o olhando.

— Se fomos pegá-lo agora e Lea não estiver com ele, podemos nunca encontrá-la.

— As garotas que ele trás não têm nenhum parente — Frost disse ao analisar.

— É comportamento de predador clássico, ele selecionou garotas vulneráveis de quem ninguém sentiria falta — Maura disse.

— Frost, clique no ícone, próximos eventos — Jane disse séria.

— O próximo evento é essa noite.

— Vamos pegá-lo — Jane disse e os três foram se preparar.

As horas se passaram, toda força tática estava preparada para invadir o local, Jane estava atenta aos sinais e sons.

Analisaram o perímetro com completo cuidado, nada poderia dar errado, não naquele momento, não podiam serem pegos antes de invadirem.

Korsak olhou para Jane e logo em seguida para Frost, Jane sinalizou com a cabeça passando na frente dos dois e foram caminhando cuidadosamente para não levantarem suspeitas.

Horas após toda a missão terminada, Jane chegou em casa, depois de um banho, ela sentou no sofá encarando o nada a sua frente e respirou fundo, lembrando-se do beijo, de Maura, de tudo o que a bela loira e apenas ela, lhe causava.

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