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Capítulo 10
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Maura soltou os lábios de Jane que ofegou sentindo os lábios da loira em seu pescoço.
— Não vamos contar pra minha mãe que estamos bem — Maura parou os beijos e a olhou nos olhos.
— Por que não?
— Porque ela tem que aprender a não se envolver na nossa relação e não fazer planos sem nosso consentimento, então por alguns dias continuaremos nos vendo as escondidas, lá no departamento também não vamos ficar próximas, eu tenho certeza que ela vai perguntar para Korsak, para o Frankie e para o Frost, aqueles três contam no mesmo momento que ela olhar pra eles.
— Eu não minto, Jane.
— Não é mentir, Maura, é não comentar e se ela perguntar você diz que estávamos na mesma, que eu não te mandei mensagem ou liguei, porque não gostei sobre a história de casamento e dos doces, isso é realmente verdade.
— Não vai me ligar ou me mandar mensagem? — Perguntou com os olhos tristes.
— Não, eu te vejo no departamento e a gente combina um lugar que não seja aqui ou na sua casa para nos vermos.
— Tenho outra escolha?
— Não muita — Maura revirou os olhos e suspirou.
— Okay.
— É só por um tempo — A loira afirmou — Agora deixa eu te beijar mais, pois você tem que ir pra casa e eu estou morrendo de saudade — Disse beijando-a.
Maura segurou seu rosto intensificando o beijo e mordendo-a nos lábios, suas línguas dançavam lentamente, diferente de suas respirações que estavam aceleradas.
[...]
Maura chegou em casa e viu Angela na cozinha.
— Boa noite Angela.
— Boa noite querida.
— Você está bem?
— Sim, o susto maior passou.
— Frankie me falou sobre a Jane — Disse apoiando-se na cadeira da ilha.
— Ela não quis falar comigo, assim como não está falando com você.
— Eu sinto muito, Angela — Disse com pesar, Angela sorriu de canto.
— Ta tudo bem, logo isso passa, como vocês estão? Ela te ligou?
— Não e me ignorou no departamento.
— Eu sinto muito por isso.
— É, eu também — Disse com o olhar baixo, não queria olhar para Angela em meio a mentira que Jane lhe estava colocando.
— Talvez ela ligue amanhã ou converse com você no departamento.
— É, talvez ela faça isso, mas depois do suposto casamento que ela colocou na cabeça que você queria fazer, não acho que seja fácil.
— Jane é cabeça dura, você sabe, ela é igual ao pai.
— Bom, eu vou me deitar, estou muito cansada e amanhã tenho trabalho.
— Sim, vá descansar, durma bem.
— Obrigada, você também — Disse seguindo para as escadas.
[...]
Jane chegou na cena do crime e viu Maura analisando o corpo, Frost se aproximou fazendo-a desviar o olhar da loira.
— E então?
— Rebecca Drummond, 23 anos, ferimentos na cabeça, braços e pernas, além de um tórax completamente dilacerado, quem a encontrou foi um morador de rua, ele viu a polícia passar por aqui e pediu ajuda.
— Alguém mais viu o que aconteceu?
— Estamos procurando, mas até o momento não encontramos ninguém — Aproximaram-se de Maura e a olharam analisar o corpo, a loira levantou o olhar.
— Detetive.
— Doutora Isles — Respondeu tão séria quando a legista, Frost as olhou confuso — Algo que possa dizer sobre a morte?
— Ela morreu entre às nove e dez horas da noite de ontem, o crânio tem uma grande perfuração, o que a fez morrer de morte cerebral no mesmo instante da pancada, ossos quebrados e intestinos dilacerados — Dizia enquanto mostrava melhor os ferimentos — Diria que usaram cachorros selvagens para fazerem o trabalho ou até mesmo tigres, além de tudo, ela não morreu aqui, não tem sangue em nenhum lugar ao redor que não seja o que está embaixo dela e é muito pouco para o sangue que um corpo perder com traumas como esses.
— Alguma ideia sobre a arma do crime?
— Provavelmente uma barra de ferro bem pesada para a pancada na cabeça, talvez uma chave para dobrar ferro, os braços e as pernas foram quebrados provavelmente com chutes — Frost fez uma cara de dor.
— Mais algo a acrescentar?
— Não, apenas quando fizer a autópsia — Jane afirmou e saiu.
— Frost — O chamou ao ver que ele não lhe seguia.
— Vocês estão bem?
— Qual motivo da pergunta?
— Eu nunca vi vocês agirem assim.
— Não tem nada de errado em sermos profissionais, agora voltando ao caso, nós precisamos descobrir de qual lugar esse corpo foi trazido — Parou de andar e olhou em volta — Tente achar câmeras de segurança, qualquer coisa que nos leve ao assassino ou a pessoa que desovou o corpo.
— Tudo bem.
— Você viu o Frankie e o Korsak?
— Estavam falando com o homem que achou o corpo — Jane afirmou e seguiu para procurar dos dois.
[...]
— Frankie, eu preciso que vá ver se o resultado da autópsia saiu — Jane disse levantando-se.
— E aonde você vai?
— Procurar café — Disse saindo da sala.
— Foi só eu quem notei o clima pesado entre a Jane e a Maura? — Frankie perguntou.
— Elas se trataram muito profissionalmente na cena do crime, quando isso já aconteceu?
— Provavelmente estão brigadas, mas logo elas se acertam, são amigas — Korsak disse olhando uma pasta.
— E mulheres — Frost completou.
— Isso é o mais preocupante, provavelmente estávamos próximos de um apocalipse zumbi — Frost riu e Korsak negou — Eu vou lá vê sobre a autópsia antes que ela volte e torne o apocalipse real — Disse seguindo para o elevador.
Assim que saiu do elevador, Frankie caminhou pelo pequeno corredor e logo avistou Maura mexendo no corpo.
— E então? Alguma coisa? — Disse aproximando-se.
— Ela fazia dieta.
— Hm, legal? — Perguntou confuso e Maura riu.
— O que eu quero dizer é que ela fazia uma dieta para perder peso, aumentar os glúteos, mas não como sempre costumamos fazer, com esteiras e caminhadas ou mudança de alimentação, ela fazia em uma clínica.
— E como sabe disso? — Maura tirou as luvas seguindo para a mesa com aonde estava o notebook.
— Tinha isso no bolso dela, mandei analisarem, estou esperando os resultados chegarem.
— Tudo bem — Disse analisando o emblema com o nome do lugar, anotou no bloco de notas — Mais alguma coisa?
— As roupas ainda estão em análise e eu acabei de começar a autópsia.
— Você me avisa quando tiver algo?
— Claro — Disse sorrindo.
— Você e a Jane estão bem?
— Tudo completamente normal — Disse após um breve silêncio — Eu vou voltar ao trabalho — Disse se afastando e indo para a mesa de autópsia.
Frankie saiu da sala ainda achando tudo muito estranho, mas definitivamente não iria se intrometer.
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