terça-feira, 20 de agosto de 2024

Tinha Que Ser Você — História

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Capítulo 11

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Jane comia tranquilamente um donut enquanto lia as informações sobre a vítima, Frost estava procurando informações sobre a clínica.

— Conseguiu o endereço da casa dela?

— Estou esperando Frost restaurar os dados do celular — Korsak disse atento aos papéis.

— Não aguento mais ler relatórios — Disse pegando o café e tomando um gole.

— Por que não vai ver o que a Maura descobriu?

— Frankie já foi cuidar disso — Disse sem olhá-lo.

— Vocês vão gostar disso — Frost disse, entregou a pasta para Jane — O dono da peaceful body, foi acusado cinco vezes por seus métodos de emagrecimento não deram certo, além de ser suspeito sobre o desaparecimento de três moças há quatro anos atrás em Long Island e ele está em Boston há quatro anos, chegou aqui há três meses depois das acusações.

— Como ele conseguiu escapar tão rápido? — Pensou alto — A menos que ele tenha feito suborno, dúvido que conseguiria escapar de lá em três meses.

— Talvez tenha fugido.

— A peaceful body de Boston foi inalgurada antes mesmo das acusações — Korsak disse — Se ele não estava sendo procurado, conseguiria fugir sem esforço algum.

— Nós vamos precisar investigá-lo de perto — Jane disse olhando para a pasta e depois para os dois — Alguém vai ter que entrar lá disfarçado.

[...]

— Oi ma.

— Oi Frankie — Disse franzindo o cenho ao vê-lo sério — Aconteceu alguma coisa?

— Maura e Jane estão estranhas.

— Estranhas? Mais em qual sentido? — Perguntou interessada no assunto, apoiando-se no balcão.

— Estão se tratando seriamente, Jane não vai no laboratório, não conversam ou se olham direito, aconteceu alguma coisa?

— Não que eu saiba — Mentiu, mas sentia-se culpada — Não deve ser nada.

— Eu dúvido muito, aquelas duas parecem gêmeas estranhas, só andam juntas e vivem com piadinhas entre elas, se realmente brigaram, não foi por besteira não e eu nem sei se voltam a se falar, Jane tem evitado a Maura todo o tempo.

— Eu não sei, pode ser uma besteirinha.

— Lembra quando eu sem querer derrubei a bola autografada da Jane? Ela passou meses sem falar comigo e só voltou a falar porque a senhora a obrigou, mas ela nem me olhava direito? Ficamos quase dois anos assim — Angela respirou fundo — Eu vou indo, quero descansar um pouco antes de ter que voltar pra cá, até amanhã, ma.

— Até amanhã querido — Disse pensativa.

[...]

Jane jogou-se no sofá completamente exausta, sua cabeça doía um pouco e tinha vontade de ligar pra Maura, mas não podia, queria mais do que tudo matar a saudade de um dia inteiro evitando-a.

O som da campainha ecoou e ela foi abrir, sorrindo para a figura loira que estava a sua frente, puxando-a para um beijo lento, Maura entregou-se no mesmo instante, não podia negar a falta que a morena fazia, em como queria ficar junto a ela todo o tempo.

— Estava pensando você.

— Estudos comprovam que você atraí o que pensa e o que diz.

— Estou pensando em orgasmos agora — Maura riu sendo puxada para outro beijo, Jane a levou para o quarto fazendo-a jogar a bolsa no chão.

A detetive buscou os botões da blusa da loira começando a abri-los e a beijá-la no pescoço, Maura lhe apertou na nuca suspirando e cruzando as pernas na cintura da morena, puxando sua blusa e jogando-a no chão.

Em poucos minutos todas as peças já estavam espalhadas pelo quarto, Maura ofegou sentindo a morena apertar sua cintura e lhe morder no queixo.

— Pare de brincar, Jane — Suplicou com um fio de voz fazendo a detetive sorri.

— Jane!?

— Merda — Sussurrou, fazendo Maura arregalar os olhos — Me espera aqui — Disse levantando e procurando a toalha, arrumou os cabelos — Não faz barulho — Maura afirmou pegando as roupas, indo para o banheiro logo em seguida caso Angela inventasse uma desculpa para entrar no quarto.

[...]

Jane entrou na sala vendo Angela sentada no sofá.

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou séria fazendo Angela olhá-la.

— Frankie me disse que você e Maura não estão se falando.

— Não tenho o que falar com Maura, não estamos mais juntas.

— Eu pensei que se acertariam.

— Ela terminou comigo após sua ideia maluca de planejar um casamento.

— Eu não estava...

— Claro que estava, ma, doces degustação, perguntas sobre casamento e netos, seda acetinado, percebe que está fazendo o mesmo que sempre fez durante toda a vida? Que está outra vez querendo viver a minha vida e fazer as minhas escolhas? — Angela ficou pensativa — Eu não tenho mais dez anos e a Maura não é Cassie ou Dan, ou até mesmo o Enrique Ferraz que você tentou fazê-lo me pedir em namoro só por achar que deveríamos nos casar aos vinte um, eu vou me casar quando sentir que devo me casar, vou ter filhos quanto eu achar que devo ter um filho, precisa parar de se envolver em escolhas minhas, pois com Frankie e Tommy, as coisas são completamente diferentes.

— Então você não vai voltar com a Maura?

— Foi a Maura quem terminou comigo por causa desse bendito casamento.

— Vocês se gostam.

— Se a senhora não tivesse essa mania irritante de se envolver em tudo, não teríamos terminado.

— Eu posso conversar com ela, posso dizer que foi um mal entendido, o que acha? — Forçou um sorriso.

— Não! Chega de se envolver na minha vida, eu não quero que fale com a Maura, eu quero que me deixe viver a minha vida, pare de querer controlar tudo e eu quero que vá embora, ma, não temos nada o que conversar, a senhora já fez o suficiente.

— Okay, não vou — Disse se dando por vencida e magoada com as palavras da filha — Então vou embora — Disse seguindo para a porta.

— Eu quero minhas chaves.

— Mais eu sempre tive suas chaves.

— As coisas mudaram, as chaves — Estendeu a mão.

— Okay — Disse entregando a chave ao ver que ela não mudaria de ideia e saiu fechando a porta.

[...]

Jane entrou no banheiro vendo Maura dentro do Box.

— Ela já foi?

— Sim, ela vai falar com você mesmo depois da chantagem emocional e de toda a verdade que eu disse — Maura riu puxando-a para si e beijando-a na bochecha.

— Vocês são completamente iguais.

— Não somos não.

— Ah, são sim — Jane revirou os olhos.

— Não vamos falar da minha mãe, vai que ela volta — Maura riu sentindo os beijos na bochecha e pescoço.

— Não pode molhar meu cabelo ou sua mãe vai desconfiar que eu estava aqui.

— Você usa o secador.

— Você não tem secador, Jane — Disse rindo.

— Você seca com a toalha, com o ventilador, com qualquer coisa — Maura negou ainda rindo e lhe beijou nos lábios lentamente apertando-a na nuca.

— Eu senti tanta saudade de beijar você, o dia todo — Disse afastando-se para tomar um ar.

— Eu também senti — Disse voltando a beijá-la — Eu amo beijar você, te beijaria por horas.

— Então você está com sorte detetive, eu tenho um tempinho livre — Murmurou e teve os lábios beijados com mais desejo do que antes.

— E eu vou aproveitar cada segundo dele — A ergueu prendendo-a contra a parede.

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Nota da Autora

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