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Capítulo 16
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Jane e Maura pararam o carro no mesmo momento na garagem da loira e saíram, Jane a puxou pela cintura fazendo-a rir enquanto era beijada.
— Eu estava com tanta saudade de você, meu amor — Disse beijando-a na bochecha, Maura a abraçou pelo pescoço com um braço sem se importarem com a chuva que caia sobre seus corpos.
— Eu também estava... Muita — Jane a beijou no pescoço –– Eu preciso pegar a chave, Jane, vamos acabar ficando doentes — Disse mordendo os lábios, Jane parou o beijou e assim que a loira finalmente tirou a chave da bolsa.
Jane a puxou outra vez beijando-a enquanto tentava abrir a porta, assim que conseguiu voltou a beijar a loira que riu novamente de seu desespero para abrir sua blusa.
Entraram em casa aos beijos que estava cada minuto mais intenso, nada mais importava, nem com o ar que desaparecia com rapidez, Angela olhou para as duas assim como Frankie que arregalou os olhos.
— Boa noite meninas — As duas se assustaram olhando para a matriarca da família Rizzoli.
— Oi Angela, Frankie — Disse arrumando a postura e passando a mão nos cabelos.
— Oi ma — Forçou um sorriso.
— A gente vai... Conversar lá encima — Disse puxando Jane pela mão em direção as escadas.
— Tchua ma — Disse da escada puxando Maura pela cintura e beijando-a no pescoço, fazendo-a rir ao sentir as leves mordidas.
— Eu vi a Jane e a Maura se beijando? — Perguntou confuso e Angela apoiou o rosto na mão.
— Pois é né, coitadas, deveriam estar com frio, viu como estavam molhadas?
[...]
Maura começou a tirar o blazer que jane usava jogando-o no chão assim como sua bolsa enquanto a beijava, seus sapatos foram arrancados assim como suas blusas, Maura logo sentiu sua saia deslizar por suas pernas junto a sua calcinha e seu sutiã ser tirado de seu corpo.
Procurar o cós da calça que Jane usava e a abriu empurrando-a para baixo, deixando-a levar o mesmo fim que sua saia, livrou a morena do sutiã, — a última peça que faltava, — puxando-a para o banheiro em seguida.
Jane a imprensou contra a parede assim que adentraram o Box, beijando-a no pescoço com lentidão, fazendo a loira gemer e aperta-la nas costas.
— Jane — Sussurrou sentindo os dedos ágeis da morena acariciando seu clitóris com movimentos circulares, logo substituiu a mão por sua coxa sentindo a loira movimentar-se.
Maura lhe puxou para um beijo sentindo suas línguas inciarem uma guerra prazerosa entre si, o movimento de seus quadris eram lentos assim como de suas cabeças, Jane a apertou na nuca e cintura puxando-a mais para si, o som do beijo e dos gemidos se tornaram constantes, o calor que emanava de seus corpos era ainda mais intenso.
Suas respirações começaram a ficar falhas enquanto seus corações batiam freneticamente no peito e o orgasmo lhes atingia com uma maestria gritante, Maura sorriu sentindo o corpo relaxar e os selinhos que Jane lhe dava enquanto lhe abraçava e suspirou.
— O Frankie nos viu — Sussurrou e Jane deu risada.
— Eu percebi.
— Oh meu Deus, Jane! — Disse assustada — Quase ficamos nuas na frente da sua mãe — Jane gargalhou beijando-a outra vez.
— Ela iria superar um dia — Disse fazendo-a sorrir e voltou a beija-la — Eu amo você demais, sabia?
— Eu amo você demais também — Disse antes de receber a língua da morena em sua boca de modo erótico.
[...]
Os olhos claros se abriram após um longo suspiro e seus lábios se curvaram em um grande sorriso.
— Não fique me encarando, Jane — Disse e escondeu o rosto.
— Impossível não olhar pra você — Disse com a voz rouca acariciando-a na bochecha e puxando-a para si — Não volte a ficar longe de mim outra vez, Maura, eu quase enlouqueci.
— Acredito que seja cientificamente impossível enlouquecer por esse motivo — Disse com um sorriso nos lábios e os olhos parcialmente fechados.
— Você está atrapalhando o meu momento romântico.
— Prefiro você na sua versão — Disse colocando a perna entre as dela e lhe acariciando no braço — Indomável.
— Senti tanta saudade de dormir com você.
— Essa ainda é a versão romântica — Brincou e Jane riu beijando-a levemente e apoiou suas testas — Vou tomar banho enquanto você fica fazendo hora pra levantar — Disse levantando.
— Eu não faço hora.
— Faz sim — Disse adentrando o banheiro, encostando a porta, Jane sorriu mordendo os lábios e suspirou, finalmente as coisas estavam em seu lugar.
[...]
— Bom dia ma — Saudou entrando na cozinha.
— Bom dia Jane, aonde está a Maura?
— Lá encima pensando se usa uma blusa vermelha ou uma vermelha — Angela riu lhe entregando a caneca com café.
— É carmin e cornalina, o cornalina é mais claro — Jane apoiou o rosto na mão com cara de tédio enquanto Maura explicava — Bom dia Angela — Disse sorrindo.
— Bom dia querida.
— Não sei pra que essa produção toda, eu não gosto dela — Disse encarando a loira.
— Gosto de estar apresentável — Disse servindo-se com seu café.
— Ainda acho desnecessário, eu vou ficar de olho nas suas roupas — Maura revirou os olhos tomando um gole do café — Rizzoli — Disse ao atender o telefone.
— Isles.
— Chego daqui a pouco.
— Estou indo — Angela olhou de uma para a outra.
— Essasaíia está muito apertada — Disse debruçando-se sobre a ilha.
— Estou me sentindo muito confortável com ela.
— Ma, diz pra ela que está apertada e curta.
— Eu não vou me meter — Jane a olhou incrédula enquanto arrumava o blazer.
— Esse é o momento em que você diz que está curta e apertada.
— Pegue alguns bolinhos pra irem comendo no caminho — Disse colocando em um saco de papel.
— Obrigada Angela, até mais tarde.
— Até e tomem cuidado.
— Vamos tomar — Jane disse saindo após a loira.
[...]
Maura caminhou ao lado de Jane até aonde Korsak, estava junto a Frost após descerem do carro.
— Bom dia — Maura disse sorrindo.
— Bom dia Maura.
— Parem de nos olhar assim, já sabemos que o linguarudo do Frankie contou pra vocês sobre nós duas — Jane disse impaciente e Maura riu.
— Aonde está o corpo, sargento? — Maura perguntou.
— Segundo andar, terceira porta a direita.
— Eu vou até lá — Disse entrando.
— Parem de me encarar — Disse impaciente, Frost sorriu abraçando-a.
— A gente tem que comemorar.
— Okay, okay, sem abraços, sem abraços — Disse se afastando dele, Korsak riu e Frost lhe soltou.
— Quando ia nos contar?
— Quando o Frankie aprendesse a guardar segredo, além de tudo estávamos separadas — Disse arrumando o blazer — Agora vamos trabalhar, aonde o linguarido e a Walsh estão?
— Falando com os vizinhos.
— E o que sabemos sobre o caso? — Perguntou seguindo para dentro de casa.
[...]
Maura analisou o corpo sobre a mesa e coletou o resíduo do pescoço, colocando dentro do plástico.
— Doutora Isles — Maura olhou para Rose e pegou uma pequena espátula para raspar o ombro da vítima.
— Olá detetive.
— Alguma coisa sobre o caso?
— Asfixia como disse na cena do crime, eu encontrei resíduos no pescoço e ombro, irei mandar para o análise, encontrei algumas manchas pelo corpo, posicionados entre o tórax, virinha e coxas, além de tudo os testículos estavam inchados.
— Foram amarrados?
–– Provavelmente, não tem como afirmar sem fazer alguns testes antes.
— Tudo bem, se puder me avisar quando saírem.
— Claro — Disse atenta ao trabalho.
— Obrigada e parabéns pelo namoro — Maura a olhou.
— Obrigada — Rose sorriu de canto e saiu do necrotério fechando a porta.
A loira voltou a análise e logo que tinha tudo coletado, passou para seus subordinados para que dessem continuidade a aquela parte do trabalho.
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