segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Tinha Que Ser Você — História

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Capítulo 16

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Jane e Maura pararam o carro no mesmo momento na garagem da loira e saíram, Jane a puxou pela cintura fazendo-a rir enquanto era beijada.

— Eu estava com tanta saudade de você, meu amor — Disse beijando-a na bochecha, Maura a abraçou pelo pescoço com um braço sem se importarem com a chuva que caia sobre seus corpos.

— Eu também estava... Muita — Jane a beijou no pescoço –– Eu preciso pegar a chave, Jane, vamos acabar ficando doentes — Disse mordendo os lábios, Jane parou o beijou e assim que a loira finalmente tirou a chave da bolsa.

Jane a puxou outra vez beijando-a enquanto tentava abrir a porta, assim que conseguiu voltou a beijar a loira que riu novamente de seu desespero para abrir sua blusa.

Entraram em casa aos beijos que estava cada minuto mais intenso, nada mais importava, nem com o ar que desaparecia com rapidez, Angela olhou para as duas assim como Frankie que arregalou os olhos.

— Boa noite meninas — As duas se assustaram olhando para a matriarca da família Rizzoli.

— Oi Angela, Frankie — Disse arrumando a postura e passando a mão nos cabelos.

— Oi ma — Forçou um sorriso.

— A gente vai... Conversar lá encima — Disse puxando Jane pela mão em direção as escadas.

— Tchua ma — Disse da escada puxando Maura pela cintura e beijando-a no pescoço, fazendo-a rir ao sentir as leves mordidas.

— Eu vi a Jane e a Maura se beijando? — Perguntou confuso e Angela apoiou o rosto na mão.

— Pois é né, coitadas, deveriam estar com frio, viu como estavam molhadas?

[...]

Maura começou a tirar o blazer que jane usava jogando-o no chão assim como sua bolsa enquanto a beijava, seus sapatos foram arrancados assim como suas blusas, Maura logo sentiu sua saia deslizar por suas pernas junto a sua calcinha e seu sutiã ser tirado de seu corpo.

Procurar o cós da calça que Jane usava e a abriu empurrando-a para baixo, deixando-a levar o mesmo fim que sua saia, livrou a morena do sutiã, — a última peça que faltava, — puxando-a para o banheiro em seguida.

Jane a imprensou contra a parede assim que adentraram o Box, beijando-a no pescoço com lentidão, fazendo a loira gemer e aperta-la nas costas.

— Jane — Sussurrou sentindo os dedos ágeis da morena acariciando seu clitóris com movimentos circulares, logo substituiu a mão por sua coxa sentindo a loira movimentar-se.

Maura lhe puxou para um beijo sentindo suas línguas inciarem uma guerra prazerosa entre si, o movimento de seus quadris eram lentos assim como de suas cabeças, Jane a apertou na nuca e cintura puxando-a mais para si, o som do beijo e dos gemidos se tornaram constantes, o calor que emanava de seus corpos era ainda mais intenso.

Suas respirações começaram a ficar falhas enquanto seus corações batiam freneticamente no peito e o orgasmo lhes atingia com uma maestria gritante, Maura sorriu sentindo o corpo relaxar e os selinhos que Jane lhe dava enquanto lhe abraçava e suspirou.

— O Frankie nos viu — Sussurrou e Jane deu risada.

— Eu percebi.

— Oh meu Deus, Jane! — Disse assustada — Quase ficamos nuas na frente da sua mãe — Jane gargalhou beijando-a outra vez.

— Ela iria superar um dia — Disse fazendo-a sorrir e voltou a beija-la — Eu amo você demais, sabia?

— Eu amo você demais também — Disse antes de receber a língua da morena em sua boca de modo erótico.

[...]

Os olhos claros se abriram após um longo suspiro e seus lábios se curvaram em um grande sorriso.

— Não fique me encarando, Jane — Disse e escondeu o rosto.

— Impossível não olhar pra você — Disse com a voz rouca acariciando-a na bochecha e puxando-a para si — Não volte a ficar longe de mim outra vez, Maura, eu quase enlouqueci.

— Acredito que seja cientificamente impossível enlouquecer por esse motivo — Disse com um sorriso nos lábios e os olhos parcialmente fechados.

— Você está atrapalhando o meu momento romântico.

— Prefiro você na sua versão — Disse colocando a perna entre as dela e lhe acariciando no braço — Indomável.

— Senti tanta saudade de dormir com você.

— Essa ainda é a versão romântica — Brincou e Jane riu beijando-a levemente e apoiou suas testas — Vou tomar banho enquanto você fica fazendo hora pra levantar — Disse levantando.

— Eu não faço hora.

— Faz sim — Disse adentrando o banheiro, encostando a porta, Jane sorriu mordendo os lábios e suspirou, finalmente as coisas estavam em seu lugar.

[...]

— Bom dia ma — Saudou entrando na cozinha.

— Bom dia Jane, aonde está a Maura?

— Lá encima pensando se usa uma blusa vermelha ou uma vermelha — Angela riu lhe entregando a caneca com café.

— É carmin e cornalina, o cornalina é mais claro — Jane apoiou o rosto na mão com cara de tédio enquanto Maura explicava — Bom dia Angela — Disse sorrindo.

— Bom dia querida.

— Não sei pra que essa produção toda, eu não gosto dela — Disse encarando a loira.

— Gosto de estar apresentável — Disse servindo-se com seu café.

— Ainda acho desnecessário, eu vou ficar de olho nas suas roupas — Maura revirou os olhos tomando um gole do café — Rizzoli — Disse ao atender o telefone.

— Isles.

— Chego daqui a pouco.

— Estou indo — Angela olhou de uma para a outra.

— Essasaíia está muito apertada — Disse debruçando-se sobre a ilha.

— Estou me sentindo muito confortável com ela.

— Ma, diz pra ela que está apertada e curta.

— Eu não vou me meter — Jane a olhou incrédula enquanto arrumava o blazer.

— Esse é o momento em que você diz que está curta e apertada.

— Pegue alguns bolinhos pra irem comendo no caminho — Disse colocando em um saco de papel.

— Obrigada Angela, até mais tarde.

— Até e tomem cuidado.

— Vamos tomar — Jane disse saindo após a loira.

[...]

Maura caminhou ao lado de Jane até aonde Korsak, estava junto a Frost após descerem do carro.

— Bom dia — Maura disse sorrindo.

— Bom dia Maura.

— Parem de nos olhar assim, já sabemos que o linguarudo do Frankie contou pra vocês sobre nós duas — Jane disse impaciente e Maura riu.

— Aonde está o corpo, sargento? — Maura perguntou.

— Segundo andar, terceira porta a direita.

— Eu vou até lá — Disse entrando.

— Parem de me encarar — Disse impaciente, Frost sorriu abraçando-a.

— A gente tem que comemorar.

— Okay, okay, sem abraços, sem abraços — Disse se afastando dele, Korsak riu e Frost lhe soltou.

— Quando ia nos contar?

— Quando o Frankie aprendesse a guardar segredo, além de tudo estávamos separadas — Disse arrumando o blazer — Agora vamos trabalhar, aonde o linguarido e a Walsh estão?

— Falando com os vizinhos.

— E o que sabemos sobre o caso? — Perguntou seguindo para dentro de casa.

[...]

Maura analisou o corpo sobre a mesa e coletou o resíduo do pescoço, colocando dentro do plástico.

— Doutora Isles — Maura olhou para Rose e pegou uma pequena espátula para raspar o ombro da vítima.

— Olá detetive.

— Alguma coisa sobre o caso?

— Asfixia como disse na cena do crime, eu encontrei resíduos no pescoço e ombro, irei mandar para o análise, encontrei algumas manchas pelo corpo, posicionados entre o tórax, virinha e coxas, além de tudo os testículos estavam inchados.

— Foram amarrados?

–– Provavelmente, não tem como afirmar sem fazer alguns testes antes.

— Tudo bem, se puder me avisar quando saírem.

— Claro — Disse atenta ao trabalho.

— Obrigada e parabéns pelo namoro — Maura a olhou.

— Obrigada — Rose sorriu de canto e saiu do necrotério fechando a porta.

A loira voltou a análise e logo que tinha tudo coletado, passou para seus subordinados para que dessem continuidade a aquela parte do trabalho.

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