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Capítulo 17
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— Eu não acho que ele tenha dito tudo, porquê você sabe, eles nunca dizem tudo — Disse enquanto adentrava a sala junto a Korsak e encarou o quadro.
— Eu também acho que não, mas vamos ficar de olho nele.
— Falta alguém nessa história, parece que ela está bem longe de acabar — Disse cruzando os braços.
— Os resultados saíram — Maura disse adentrando a sala, Korsak e Jane a olharam — Havia chumbo, sódio e cocaína nos componentes que achei do corpo de Ian — Disse entregando a pasta para Korsak.
— O que ele fazia com isso? — Korsak perguntou lendo o relatório.
— Não sei, os exames toxicológicos deram negativo para drogas.
— Se ele não usava o que fez com essa combinação doida? — Jane perguntou confusa e pensativa.
— Ele poderia está tentando fazer algum tipo de gás, já que com cocaína não é pra fazer uma bomba — Maura disse olhando-a.
— Eu vou mandar Frost pesquisar.
— Seu cérebro brilhante tem mais alguma dica?
— Apenas que você e eu vamos jantar e ver um filme quando sairmos daqui — Disse e sorriu.
— Eu acho ótimo.
— Eu vou voltar para o laboratório, te vejo depois detetive.
— Vou contar os segundos — Maura riu do exagero e seguiu para o elevador
[...]
Jane sentou-se apoiando-se na parede quando chegou no bar e suspirou, estava difícil resolver o caso, Maura a olhou.
— Precisa relaxar.
— É difícil quando não sabemos como vamos resolver esse caso.
— Você vai resolver isso, você sempre resolve, mas não precisa pensar nisso agora — Disse acariciando-a na mão — Por que não toma uma cerveja e depois vamos pra casa ver o nosso filme e jantar? — Disse beijando-a na bochecha, Jane lhe beijou na testa.
— Parem com isso, é estranho — Frankie disse sentando-se em frente as duas, Jane a olhou séria.
— Alguém te chamou aqui?
— Não liga pra ele, Jane — Korsak disse sentando ao lado de Frankie, logo Frost lhe entregou uma cerveja e o vinho de Maura junto a Rose sentando em cadeiras de frente pra a mesa.
— Quando iam contar?
— Minha vida não é da sua conta.
— Jane, calma — Maura disse olhando-a — Nós estávamos separadas, Frankie.
— E por que o interesse? Por não poder mais beijar a minha namorada?
— Jane — Maura a repreendeu e Frankie a olhou assustada.
— Isso vai ser interessante — Rose disse atenta a amiga.
[...]
Maura encarou Jane que estava atenta ao trânsito e suspirou, as duas haviam passado na casa da morena para que ela pegasse algumas coisas e agora seguiam para sua casa.
— Você não pode ficar com raiva de mim e brigar com Frankie por ciúmes.
— Eu posso sim.
— Jane — Suplicou e viu a loira estacionar o carro — Você não pode ficar com ciúmes por tudo.
— Posso sim.
— Jane — A repreendeu segurando o sorriso, Jane revirou os olhos e desceu do carro, Maura lhe seguiu.
Angela olhou para as duas quando entraram e voltou a olhar para a televisão.
— Ma, diz para o Frankie ficar bem longe da Maura — Maura revirou os olhos e foi para a cozinha.
— O que aconteceu? — Perguntou atenta a televisão.
— Ela está com ciúmes do Frankie.
— Eu tenho motivos.
— Céus, Jane, isso aconteceu há tempos atrás — Disse colocando água no copo — Não estávamos juntas, não pensávamos nem mesmo em namorar e nem em nada disso.
— Ele não está feliz com a nossa relação.
— Ele só ficou surpreso, assim como Korsark, Frost e a Angela, você precisa parar de tratar seu irmão como um criminoso.
— Não defendada, Maura Isles — Maura voltou a revirar os olhos e Angela riu.
— Se continuar com essa atitude boba, você não vai dormir comigo — Avisou e subiu as escadas.
[...]
Jane olhou para Maura vendo apenas as costas da loira pelo pouca claridade do quarto.
— Maura — Sussurrou.
— Hm?
— Está dormindo?
— Não.
— Eu não quero te perder de novo — Maura virou de frente para a morena.
— Você não vai me perder, Jane, você jamais perdeu — Disse beijando-a na bochecha, Jane a abraçou — Ni8yão quero o Frankie ou qualquer outra pessoa, apenas você.
— Eu também só quero você — Maura riu — Que foi?
— Preciso me acostumar com seu lado sensível.
— E eu preciso me acostumar com seu lado nu, é difícil não te desejar com você me abraçando assim, nua — Maura riu abraçando-a pelo pescoço e lhe deu um selinho.
–– Você adora meu corpo nu.
— Não tenho como mentir perante as evidências — Maura sorriu e Jane a abraçou um pouco mais.
— Você promete não ficar brigando com o Frankie por ciúmes, sabe que aquele beijo nem mesmo deveria ter acontecido, foi coisa de momento e eu nem me lembro mais.
— Tudo bem, mas se ele tentar de novo, eu prendo ele — A legista riu e lhe beijou no colo, antes de abraça-la um pouco mais.
[...]
Maura caminhou pela cozinha enquanto Angela estava atenta ao jornal.
— O que tanto procura ai?
— Um novo emprego, preciso ocupar a cabeça longe da cafetaria daquele departamento.
— Eu acho uma ótima ideia, novos ares fazem bem.
— Sim, eu preciso mudar — Disse analisando o jornal — A Jane está mais calma?
— Sim, eu deixei ela dormindo quando saí do quarto, esse novo caso está deixando-a estressada.
— Eu imagino, ela sempre ficou.
— Bom dia ma — Jane disse sonolenta ainda com o pijama e beijou a mãe.
— Bom dia querida.
— Bom dia — Disse beijando os lábios de Maura que sorriu.
— Bom dia — Respondeu tomando um gole do café.
— O que está procurando, ma?
— Um novo emprego — Jane serviu-se com o café e suspiro.
— Eu acho que preciso de férias — Angela e Maura lhe olharam assustadas.
— Férias? A quanto tempo você não pensa nisso? Está doente? — Maura riu da fala de Angela e principalmente da cara que ela fez.
— Não tiro férias por que não preciso.
— Você não tira férias por ser teimosa.
— Eu também acho — Maura concordou fazendo a morena revirar os olhos.
— Eu não tenho o que fazer nas férias, por isso elas não são importantes.
— Esse é o principal motivo para se tirar férias, Jane, não fazer nada.
— Você não pode me julgar espertinha, também odia ficar o dia inteiro sem fazer nada.
— Vocês podem tirar férias juntas e irem viajar — Angela deu a ideia novamente atenta ao jornal.
— Vou pensar sobre isso.
[...]
O dia se passou entre o trabalho minucioso de Maura e sua equipe assim como Jane e a sua, estavam empenhados em encontrar o assassino.
Jane recebeu um chamado no início da noite e foram atender, poucas horas depois Maura afirmou que a vítima havia morrido pelo mesmo motivo da primeira.
— Tudo bem, Getúlio — Jane disse para o homem que estava a sua frente, sua voz estava estranhamente calma, fazendo Korsak e Maura tremem atrás do vidro, cada um por um motivo.
— Eu nunca vi ela tão tranquila — Korsak comentou.
— Porque ela nunca está.
— Nós já temos tudo o que precisamos, as provas de quem assassinou Ian e Kenny, o motivo que foram mortos e nós sabemos muito bem que você vai nos contar.
— Eu já disse tudo o que sabia, detetive.
— Você e eu sabemos que não, então me diga o último nome — Disse olhando-o — Você está tentando defender alguém, que nós sabemos bem que não vai escapar.
–– E-eu não sei de ninguém — Korsark adentrou a sala junto a Maura após um assistente da loira lhe entregar o relatório e ela lê-lo.
— Getúlio, a pessoa por trás desses crimes precisa ser levada o mais depressa possível para o hospital, toda a droga que inalou irá fazê-la definhar até morrer e isso será lento e doloroso, se você quer mesmo proteger essa pessoa, precisa nos dizer a verdade, nós não temos muito tempo — Maura disse olhando-o.
O homem começou a chorar como uma criança e começou a contar, Jane saiu junto a Korsak rapidamente da sala.
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