terça-feira, 6 de agosto de 2024

Tinha Que Ser Você — História

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Capítulo 5

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Maura suspirou abrindo os olhos e tentou virar na cama, mas estava presa, olhou para o braço sobre sua cintura e sorriu voltando a relaxar o corpo.

Ainda estava nua e sentia os seios nus de Jane contra suas costas, a sensação era tão gostosa que ela se perguntava o porque de ter tido tanto medo viver aquilo antes.

Suspirou sentindo o aperto ser um pouco maior e logo os lábios da morena estava em suas costas, ombro e nuca.

— Bom dia — A voz de Jane saiu mais rouca do que o normal.

— Bom dia — Disse virando na cama e ficando de frente para a morena que lhe beijou os lábios lentamente, Jane escondeu o rosto na curva do pescoço da loira e suspirou.

— Eu passaria o dia inteiro aqui.

— Eu também passaria — Disse acariciando-a nos cabelos, Jane lhe beijou no pescoço descendo a mão até sua bunda aonde apertou.

— Eu acho que eu amo a sua bunda — Maura riu.

— Não seja pervertida, vamos levantar, temos trabalho — Disse e tentou levantar, mas foi puxada por Jane — Jane, estou falando sério, eu não quero me atrasar.

— Não temos nada importante.

— Tenho vários relatórios para fazer, além de análises de antigos casos.

— Relatórios são tão importantes — Foi irônica ao dizer e Maura sorriu.

— Você provavelmente tem muito o que fazer, só não quer levantar.

— Eu vou querer beijar você e não vou poder, então eu preciso beija-la agora — Disse ficando sobre o corpo de Maura e beijando-a nos lábios lentamente — Podemos ser rápidas.

— Você não me pareceu rápida durante a noite.

— Se continuar reclamando terei que usar minhas algemas — Sussurrou mordendo-a na orelha, Maura a apertou nas costas.

— As algemas? — Sussurrou com um fio de voz e Jane afirmou — E usará tudo o que eu disser contra mim?

— Cada gemido.

— Então eu não devo gemer — Murmurou sentindo a língua da morena deslizar por seu pescoço, moveu-se embaixo de Jane.

— Eu penso o contrário, você deve gemer muito.

— Sua mãe pode aparecer a qualquer momento dentro de casa — Sussurrou sentindo os dedos de Jane lhe acariciarem intimamente.

— Você está em prisão domiciliar, doutora Isles e eu vou cuidar para que seus dias nessa prisão sejam torturantes.

— Isso é realmente torturante, mas por que estou eu... — Abriu a boca em um gemido mudo sentindo Jane penetra-la lentamente — Por que estou presa e sendo torturada?

— Não sabe? — Perguntou sugando-a no lábio, Maura negou, seus pés estavam apoiados na cama e seu corpo reagindo a Jane — Sua namorada lhe denunciou, você fez crueldades por duas semanas inteiras, matando-a de saudade e por um mês a teve mantida em um desejo incontrolável, talvez drogas fortes, o que usou, heroína? Nicotina? — O movinto lento da mão continuava, Maura gemeu apertando-a.

— Provavelmente pegaram... A mulher errada.

— Tem certeza? Todas as evidências aprontam pra você, além de tudo, as provas não estão a seu favor.

— Jane... — Suplicou, estava a beira do orgasmo, mesmo com o ritmo lento — Oh... Tudo bem, eu sou a culpada, agora pare com essa tortura, eu preciso... — Não conseguiu terminar.

Jane a beijou iniciando movimentos rápidos com a mão e Maura gemeu sentindo-se derreter, a olhou nos olhos e a viu sorrir, então voltou a beija-la com desejo.

[...]

Maura adentrou a cozinha vendo Angela.

— Bom dia Angela.

— Bom dia querida, a Jane está aqui?

— É... Sim — Disse e coçou a nuca sorrindo.

Há duas semanas a morena não dormia lá e quando ia, Maura a ignorava.

— Que bom que vocês finalmente fizeram as pazes — Disse tomar um gole do café, Maura sorriu de canto e foi preparar o seu.

— Bom dia Ma.

— Bom dia — Disse e inspirou, Jane a encarou desconfiada.

— Que foi?

— Seu cheiro.

— O que tem ele?

— Está com o cheiro da Maura — A legista arregalou os olhos.

— Minha roupa estava no closet da Maura, Ma, apenas isso — Deu de ombros e se serviu com café — E o Tommy? Está tudo certo no trabalho?

— Sim, ele e Lidya encontraram uma casa.

— Espero que tenham juízo.

— Eu também, bom, eu preciso ir, vejo vocês depois.

— Até mais Angela — Maura disse sorrindo — Eu não vou conseguir mentir pra ela — Exclamou quando Angela saiu.

— Não estamos mentindo, estamos omitindo, esperando o namoro dar cem por cento certo e evitando uma intromissão.

— Ela é esperta, daqui a poucos dias vai estar nos perguntando se estamos juntas e as probabilidades disso acontecer ainda essa semana são... — Jane a beijou fazendo-a se calar.

— Eu amo a sua mente brilhante e incrível, mas não quero que pense nisso agora, ta bem? Vamos deixar acontecer quando tiverem que acontecer, okay?

— Okay — Disse olhando-a nos olhos, Jane voltou a beija-la enquanto a abraçava pela cintura.

Maura a abraçou pelo pescoço e sorriu tendo o lábio puxado lentamente, Jane juntou suas testas.

— Eu amo você.

— Eu amo você mais — A loira respondeu voltando a beija-la.

[...]

Jane encarou a pilha de papal empilhado em sua mesa e suspirou, estava a quase duas horas procurando algo que lhe levasse ao assassino, também tentava encontrar a ligação para de um assassinato ao outro.

— Alguma coisa? — Korsak perguntou ao sentar-se em sua cadeira.

— Nada — Disse aconchegando-se no lugar e fechando a pasta, o olhou — O que conseguiram?

— Os moradores das redondezas disseram que aquele bairro é tranquilo, que não viram nenhuma movimentação fora do normal, pedi para Frankie encontrar uma casa para ficar de tocaia durante essa noite e nos avisar caso precise, também ficarão algumas patrulhas próximas ao local para que não levante suspeita.

— Eu pedi para Frost analisar as câmeras de segurança das ruas mais próximas ao local.

— E Maura? Tem algo?

— Ainda não, ela está fazendo análises no corpo, deve me ligar a qualquer momento — Korsak afirmou encarando-a — Que foi?

— Nada, você me parece está mais corada essa manhã.

— É esse calor — Disse voltando a olhar para a pasta, mas sabia que ele ainda lhe encarava.

— Sei — Jane o encarou pelo canto de olho, voltando a se concentrar no trabalho enquanto ele fazia o mesmo.

Queria gritar aos quatro cantos do mundo que estava com Maura, mas sabia que ainda era cedo demais pra isso e havia o medo, medo de que seus inimigos fossem atrás da loira para atingi-la.

[...]

Maura pegou os papéis entregues por Susie e olhou brevemente sem tocá-los, pois estava com luvas e elas estavam sujas.

— Olá Maura — Frankie disse sorridente adentrando a sala de necrópsia, ela o olhou e sorriu levemente.

— Oi Frankie.

— Você já tem alguma coisa? — Ela o olhou estranhando não ter sido Jane que tivesse ali.

— Os testes acabaram de chegar — Disse deixando a confusão de lado — Deu negativo para drogas, estou analisando para ver se o tecido corporal ou os órgãos foram contaminados por algum tipo de substância, mas os testes podem demorar um pouco.

— Algo no ferimento da cabeça?

— Provocado pela queda, provavelmente bateu em algum lugar pontiagudo, a cabeça não foi perfurada, se quisesse matá-lo com uma perfuração intracraniana teriam feito um furo mais fundo, esse não teve mais do que meio centímetro.

— Tudo bem, eu volto depois — Disse seguindo para a porta.

— Frankie.

— Sim?

— Onde está a Jane?

— Saiu com o Korsark e com o Frost até a cena do crime pra ver se acham alguma testemunha — Maura afirmou estranhando, Jane sempre ia buscar o resultado — Quer que eu diga algo quando ela voltar?

— Não, não precisa dizer nada.

— Tudo bem então, até mais tarde — Maura sorriu em um pequeno curvar de lábios e o viu sair.

[...]

Jane bateu na porta da sala vendo a loira séria encarando o notebook e as pastas sobre a mesa, estava concentrada.

Maura ergueu o olhar e voltou ao que fazia sem lhe dar muita importância, a detetive estranhou seu comportamento e entrou a sala fechando a porta, trancando-a.

— Não vai nem mesmo me dar um pouco de atenção?

— Eu estou ocupada.

— Isso jamais foi um problema — Fechou o notebook e afastou os papéis, sentando-se sobre a mesa.

Maura lhe encarou seriamente, encarando seus olhos com atenção enquanto cruzava os braços.

— O que aconteceu?

— Você mandou o Frankie vir buscar os resultados.

— Eu precisei sair, se quiser saber eu estava prestes a vir aqui, pegar os resultados e roubar muitos beijos seus quando Korsak me disse que tínhamos que ver uma coisa na cena do crime — Maura suspirou desviando o olhar — Maur... Hey, olha pra mim — Pediu e Maura lhe encarou — Você não é assim, o que de verdade ta acontecendo?

— Eu não sei, okay? Eu nem me sinto eu mesma.

— E isso é ruim? — Perguntou preocupada.

— Não, eu... Eu só não estou acostumada a me sentir assim, você eleva meus batimentos e níveis celulares, como uma epidemia de glicose e serotonina trabalhando de forma descontrolada em meu corpo, eu me sinto em uma embolia descontrolada e sem cura.

— Eu não sei se isso é bom.

— Eu me sinto... Apaixonada por você a cada segundo do meu dia e eu não sei como controlar isso, eu... Jamais senti isso, antes.

— E eu amo você a cada segundo que passa desde que te conheci e isso é novo, dá medo, eu só quero ficar com você.

— Então por que me ignorou?

— Eu não ignorei, jamais faria isso com você — A acariciou na bochecha e a beijou lentamente, Maura entregou-se ao beijo e foi puxada para os braços da detetive sendo abraçada.

— Me desculpa, eu não deveria estar assim.

— Tudo bem, acho que não podemos ficar tantos dias longe uma da outra — Maura sorriu vendo-a sorrir e voltou a beijá-la — Eu amo você demais.

— Eu também te amo demais — Voltou a beijá-la sendo colocada sentada na mesa e entregou-se a paixão que apenas Jane despertava em seu ser.

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