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Capítulo 6
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Jane finalizou o caso respirando satisfeita, havia sido quase quatro dias e após o último relatório pode finalmente ir pra casa, ao adentrar o apartamento tomou um banho e preparou algo para comer.
Estava cansada e a única coisa que queria era poder finalmente dormir, suspirou jogando-se na cama pegando o celular, ligaria para Maura, já que não haviam se visto desde cedo por causa do caso e por ela querer evitar um contato íntimo com a loira, pois não iria conter seu desejo de beijá-la.
O som da campainha lhe fez franzir a testa, levantou discando o número de Maura e abriu a porta escutando o som do aparelho, levantou o olhar vendo a loira rejeitar a chamada.
— Serviço express de namorada? Eu gostei disso — Disse sorrindo, Maura revirou os olhos tentando conter o sorriso.
— Aonde estava durante o dia? — Perguntou cruzando os braços após entrar no apartamento.
— Trabalhando e... Evitando você.
— E você admite isso assim? — Disse com os olhos arregalados e começou a bater em seu braço.
— Maura, Maura — Disse desviando e a prendeu contra a parede — Eu não poderia te agarrar no meio da sala de necrópsia, além de tudo foi pra despistar o Korsark, ele está desconfiado e nós ainda não combinamos sobre contar a eles.
— Okay — Disse séria, Jane a olhou nos olhos.
— Hey, não faz essa cara, logo não vamos mais precisar disso — Disse acariciando-a na bochecha — Só mais um pouco — Maura afirmou sentindo-se ser beijada e escutou o som da porta sendo fechada.
Jane a puxou para seus braços sentindo-a apertar sua nuca enquanto suas bocas se devoravam com desejo.
Foram aos beijos para o quarto, deixando as peças de roupa pelo caminho, Maura sorriu ao cair na cama e sentir o corpo nu da morena contra o seu.
Jane a beijou de volta acomodando-se sobre ela e a apertando na coxa enquanto iniciava os movimentos e a escutava gemer manhosamente.
A legista jogou a cabeça pra trás sentindo o prazer triplicar a cada movimento que a detetive fazia sobre seu corpo e a apertou nas costas deixando-se levar até ser saciada.
[...]
— Eu não gosto — Disse encarando a televisão, Jane a olhou.
— É só uma blusa, Maura.
— Que não me agrada em cada, prefiro tecidos mais leves que não fazem o corpo transpirar, o algodão tem que ser puro, deixando o corpo relaxado, não gosto de nada que aperte.
— Alguns pijamas apertam, calcinhas.
— Não uso pijamas e minhas calcinhas são pura renda ou seda, elas não apertam.
— Vai dizer que dorme com suas roupas de trabalho.
— Não, eu durmo nua — Disse com um sútil sorriso nos lábios, como se fosse um espasmo — Além dos efeitos metabólicos de dormir nua, a remoção da roupa melhora a circulação sanguínea, o que é bom para o coração e os músculos — Disse tranquilamente — Além disso, ajuda a ter um sono de qualidade aumenta a liberação do hormônio do crescimento e da melatonina, ambos com benefícios antienvelhecimento.
— Eu só me lembro de você dormindo nua na noite passada.
— Não ia dormir nua com você na minha cama, Jane, ao menos não antes.
— Não vejo nada demais.
— Não estávamos tendo relações íntimas, então não havia o porque de você me ver nua.
— Eu não me importaria em ter visto.
— Você provavelmente me agarraria.
— Isso também — Disse sorrindo largo e ficou sobre o corpo da loira beijando-a — Vai dormir comigo hoje, não é? — Perguntou beijando-a no pescoço, Maura mordeu os lábios a apertando no braço.
— Não sei — Sussurrou.
— Dorme, eu deixo você ficar sem roupa — Maura ofegou sentindo o corpo arrepiar — E eu fico sem as minha pra ser solidária a sua situação — Maura riu e a abraçou com braços e pernas.
— Você é uma pessoa tão boa, não sei se posso te pedir pra fazer tanto por mim.
— Não vejo problema algum, é por uma boa causa.
— Com certeza — Jane riu e a beijou adentrando as roupas que agora cobriam o corpo da loira.
[...]
Maura tirou a blusa sobre a cabeça da morena e voltou a tomar os lábios de Jane com fúria e desejo enquanto lhe sentia apertar sua cintura, a detetive ofegou sentindo o corpo da loira mover-se sobre o seu enquanto a apertava na nuca.
Suas línguas brigavam de maneira intensa, excitante, o som do beijo ecoava pelo ambiente, as respirações estavam a cada segundo mais pesadas, Maura sentiu as mãos de Jane em suas costas e logo as alças da blusa deslizarem por seus braços, Jane subiu as mãos entre seus corpos e apertou seus seios sentindo o lábio ser sugado de modo lento.
Maura passou a beijá-la no pescoço, dando sugadas e mordidas, escutando-a gemer em murmúrios e soltar lufadas de ar mais pesadas, a loira se afastou e tirou o short olhando Jane nos olhos e em seguida a calcinha.
— Maura... — Sussurrou sentindo-se torturada com a visão, a loira nada disse, apenas deixou a peça escorregar por suas pernas e aproximou-se novamente.
Jane a segurou pela cintura vendo-a inclinar e beijar seus lábios, beijar Maura era bom, muito bom, sentiu o corpo ser impulsionado pra trás e deitou sobre o colchão macio, sentiu Maura completamente úmida contra sua barriga quando a loira sentou sobre si, certamente ela não estava diferente.
Novamente a loira lhe beijava no pescoço, lhe sugando a pele e lhe instigando a gemer coisas desconexas, Maura continuou a descer, lhe beijou o colo dos seios e os próprios.
Os sugou revezando de um a outro em alguns instantes, continuou o percurso pela barriga lisa da detetive e sentiu o seu próprio gosto ao deslizar a língua por onde a pouco estava sentada.
Jane sentiu o short e a calcinha serem puxadas com rapidez e ao mesmo tempo sem sutileza, sentiu o corpo ser puxado para frente e o contraiu quando Maura a abocanhou sem preliminares, agarrou-se ao travesseiro soltando um gemido, Maura parecia ter experiência no que fazia e parecia conhecer bem aonde tocar.
Jane gritou sentindo o corpo contrair e relaxar, sentiu a loira deitar-se sobre si e a olhou nos olhos, ninguém lhe levara a um orgasmo intenso e rápido antes, ninguém lhe fazia gritar tanto, apenas Maura, a legista lhe dedicou um sorriso de canto e deslizou os dedos por seus lábios para em seguida beijá-la.
[...]
Jane virou-se na cama e suspirou vendo Maura de bruços com o rosto virado para o lado oposto, dedilhou suas costas lentamente e a escutou suspirar.
Logo o barulho insistente do celular ecoou pelo cômodo fazendo a loira despertar e pegá-lo.
— Isles — A voz rouca ecoou seguida de um suspiro — Chego em meia hora — Maura puxou o lençol virando-se na cama, novamente o som do celular ecoou.
— Rizzoli — Maura olhou para a morena que estava sentada na cama — Okay, eu chego em quarenta minutos — Disse desligando e olhou para a loira — Bom dia — Disse beijando-a nos lábios, Maura lhe correspondeu intensificando o beijo.
— Bom dia — Sussurrou ao finalizar o beijo com um selinho — Preciso ir em casa trocar de roupa.
— E eu tenho que encontrar com Frost e Korsak, não vou poder tomar café com você.
— Comemos depois ou iremos nos atrasar — Jane afirmou e a beijou novamente.
— Toma banho comigo?
— Se você prometer não nos atrasar.
— Eu não nos atraso — Maura lhe olhou reprovadora — Ta, mais não faço isso muito — Disse levantando — Agora vem, eu prometo que é apenas um banho — Maura a acompanhou e as duas seguiram para o banheiro, aonde tomaram um banho breve e então saíram.
Assim que se vestiram, saíram do apartamento da morena, Maura seguiu para seu carro e Jane seguiu para o local do crime.
[...]
Jane desceu do carro e seguiu para a porta da grande casa, olhou para Frost que lhe entregou um copo com café e ela gemeu em satisfação ao beber.
— E então?
— Gena Harmon, 23 anos, mora na casa com os pais, mas os dois estão viajando, ela estava na casa com duas amigas, uma dela está desaparecida, estamos procurando.
— Pelo jeito quem fez isso não estava de brincadeira — Disse adentrando a casa e vendo o sangue pela escada e sala — Quem chamou a polícia?
— A vizinha, ela disse que escutou o som do gritos e tiros, além da movimentação, pelo que parece Gena era uma garota tranquila, não dava festas, era muito querida pela vizinhança.
— Pelo jeito só pela vizinhança mesmo — Disse abaixando ao lado do corpo, analisando a vítima.
— Nossa — Maura disse aproximando-se e olhando em volta.
Jane e Frost a olharam e ela abaixou ao lado do corpo de frente para Jane que analisou a legista colocar pacientemente um plástico no chão e ajoelhar sobre ele.
Os olhos da detetive se voltaram para o decote da legista vendo a pele alva que conhecia tão bem enquanto a blusa de seda de Maura estava com os primeiros botões abertos revelando o sutiã de renda negro.
— Fratura no braço esqueço, pequeno pedaço do pescoço dilacerado na parte esquerda, possível hemorragia interna, interessante.
— O que? — Jane perguntou olhando-a nos olhos.
— Pelo jeito não foi apenas o tiro que matou a nossa vítima.
— Isso quer dizer...
— Ela foi torturada, os tiros apenas finalizaram o trabalho.
— A pergunta é, quem faria isso? — Korsak disse.
— É isso que vamos descobrir e quando descobrimos, colocaremos esse canalha na cadeia — Jane disse decidida.
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