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Capítulo 18
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Os dias foram se passando rapidamente e com eles vinham o caos e a calmaria no trabalho, assim como no relacionamento de Maura e Jane, alguns dias eram mais agitados do que outros, mais produtivos que outros, mais mais ciumentos que outros.
Maura bocejou adentrando a cozinha e indo preparar seu café e suspirou prendendo os cabelos em um coque bagunçado e olhou para Angela adentrando a cozinha.
— Bom dia Maura.
— Bom dia — Disse pegando uma caneca.
— Bom dia Jane! — Disse alto pra filha ouvir.
— Bom dia ma!
— Que horas ela chegou? — Perguntou em um sussurro.
— De madrugada, se eu demorasse pra abrir a porta, ela provavelmente teria escalado, dizendo querer se desculpar pela semana passada.
— Eu não dúvido — Disse rindo.
— Ela insiste que o Kent quer alguma coisa comigo, mesmo se quisesse e eu não estivesse com ela, isso não aconteceria, eu sou a superior dele — Disse servindo-se o café.
— Ela é teimosa, você sabe.
— Do que vocês estão falando?
— Que eu vou fazer aqueles bolinhos de canela e frutas vermelhas — Angela disse servindo-se com café — Quer que eu separe alguns pra você?
— Quero.
–– Tem bolo — Maura disse vendo a morena pegar uma caneca e servir-se com café.
— Okay — A beijou na bochecha fazendo-a sorrir.
[...]
Maura analisou o corpo e escutou o som da porta sendo aberta.
— Alguma coisa?
— Estão fazendo algumas análises no laboratório, assim que eu retirar as amostras que preciso, vou fazer com esses pedaços de tecidos de tecidos que encontrei.
— Eu estava pensando que poderíamos sair... Pra jantar — Maura a olhou.
— Jantar? Jane... Se é pela nossa briga...
— Eu só quero passar um tempo com você, sem precisar falar do trabalho ou ser na nossas casas — Disse olhando-a atentamente — Vamos completar cinco meses se pularmos a parte que ficamos algumas semanas separadas — Suspirou — Não conseguimos um momento nosso pra sair e jantar durante esses cinco meses, também não conversarmos sobre nossa relação pós-apocalipse Angela Rizzoli — Maura riu — E eu quero um momento nosso, com você, Maur, sem parecer que estou te escondendo.
— Tudo bem, após o trabalho?
— Sim, eu vou te buscar em casa quando terminar.
— Tudo bem — Disse sorrindo e Jane sorri de volta.
— Eu preciso ir agora.
— Okay — Disse voltando ao trabalho, Jane a observou por alguns minutos e saiu.
[...]
Maura apareceu na sala e seguiu para a cozinha, Angela a encarou enquanto estava apoiada na ilha.
— Você está bem?
— Eu vou sair pra jantar com a Jane.
— E por que você está nervosa? Já fizeram isso antes.
— Eu... Eu vou chamar ela pra morar aqui — Disse rápido, Angela a olhou surpresa — Acha muito cedo?
— Não, bom, pra quem não se conhece a tanto tempo, talvez, mas vocês se conhecem há anos, você quer que eu me mude?
— Claro que não, Angela, eu adoro você morando aqui e como vai no trabalho?
— Está bom — Maura bebeu um gole de água e suspirou, estava nervosa.
— Acha que ela vai aceitar?
— Acho que sim — Disse sorrindo, logo escutaram a campainha e Maura foi até a porta abriu, Jane a beijou assim que entrou, abraçando-a pela cintura.
— Pronta?
— Sim, vou apenas pegar minha bolsa — Jane afirmou soltando-a e lhe dando um selinho.
— Oi ma.
— Oi Jane.
— Vai sair?
— Sim, conheci uma pessoa.
— Qual o nome?
— Não vou dizer a você.
— Ma! Você tem que me contar, você soube da Maura.
— Não vou dizer, até mais, aproveitem o jantar — Disse saindo.
— Podemos ir — Maura disse se aproximando e foi abraçada.
— Você está maravilhosa.
— Obrigada, você também detetive — A beijou lentamente e então seguiram para fora da casa.
[...]
Maura sentou pegando o menu que lhe foi entregue e o abriu começando a analisar os pratos.
— Você quer escolher o vinho? — Jane perguntou fazendo a loira olha-la.
— Vai tomar vinho?
— Não acredito que tenham cerveja aqui — Maura riu — E além de tudo é uma noite especial.
— Especial? — Perguntou apoiando o rosto na mão deixando o menu de lado — E posso saber por que? — Jane sorriu segurando-a na mão livre e acariciou seu dorso.
— É a primeira vez em cinco meses que saímos como um casal.
— Quatro meses e meio — A corrigiu tentando controlar o sorriso, Jane revirou os olhos sorrindo.
— Okay, em quatro meses e meio, e agora nós podemos fazer essas comemorações que pra mim não são importantes, mas pra você, eu sei que sim, então não mais justo do que comemorarmos.
— Com licença — As duas olharam para o garçom — Posso anotar os pedidos? — Maura recolheu a mão pegando o menu.
— Claro — Maura disse sorrindo — Eu vou ficar com a massa fresca com lagostim, você já escolheu? — Perguntou para Jane.
— Sim, eu vou querer canali com ragù de frango.
— Traga um vinho do porto saga mil novecentos e dez.
— Ótima escolha — Sorriu cordialmente— Eu trago em alguns minutos — Disse recolhendo os menus.
— Obrigada — Dizeram e Jane voltou a olha-la nos olhos vendo-a tomar um gole ďagua, Maura sorriu de canto e segurou a mão da detetive novamente.
— Eu te amo demais.
— Acredito que jamais me cansarei de ouvir isso — Jane sorriu e lhe beijou no dorso.
[...]
— Vai me contar ao que se referiu quando falou sobre ser importante pra mim essas comemorações? — Perguntou tomando um gole do vinho.
— Você gosta de comemorar meses e pequenas coisas, Maura, eu não me importo com isso, só me importa estar com você — Disse dando um beijo na mão da loira.
— Também é importante pra mim estar com você, Jane — Disse com um largo sorriso.
— Com licença — As duas olharam para o dono da voz.
Um homem completamente alinhado em um terno que poderia ser considerado muito caro, quase calvo e com semblante sério.
— Algum problema? — Jane perguntou demonstrando impaciência ao ver a maneira que ele olhava para suas mãos juntas as de Maura.
— Eu preciso pedir para que se retirem.
— Posso saber o motivo?
— Vocês... — Limpou a garganta sentindo-se tremer com o olhar da morena — Estão tendo uma conduta inapropriada que está incomodando meus clientes.
— Não estou entendendo — Maura disse confusa e Jane olhou em volta, absolutamente ninguém as observava.
— Seus clientes ou você? — Perguntou ainda mais impaciente enquanto se levantava — Ninguém além de você parece se incomodar por eu estar jantando com a minha nomorada, o que eu acho muito engraçado, pois não fizemos nada que seja, como você disse? — Fingiu pensar — Ah sim, inapropriada.
— Jane — Maura chamou segurando-a pelo braço — Se acalme.
— Nós vamos embora, mas quero que saiba que não sossegarei até que esse restaurante seja mal falado por ter funcionários preconceituosos como você, você não faz ideia com quem se meteu, almofadinha de merda — Disse com sangue nos olhos, tirou o dinheiro na carteira deixando sobre a mesa e saiu com Maura de mãos dadas.
[...]
Maura adentrou a casa seguindo a morena que se jogou no sofá irritada passando as mãos nos cabelos.
— Jane, está tudo bem — Disse abaixando em frente a detetive.
— Como podem haver pessoas assim, Maura? Era de situações como essas que eu queria privar você.
— Eu não me importo com isso e você sabe, não é apenas você que presa nossos momentos juntas — Disse olhando-a nos olhos — Esqueça aquele homem, okay? O importante é que estamos aqui, nós podemos fazer nosso jantar juntas ou pedir alguma coisa, abrir um vinho, não vai ser menos especial por isso.
— Ele estragou a nossa noite, Maura — Fez manha.
— Eu não acho, aqui eu posso... — Fingiu pensar enquanto sentava em seu colo e lhe acariciava colo e ombros — Sentar no seu colo — Aproximou o rosto do da morena — Beijar você o tempo inteiro — Lhe deu um selinho e passou os beijos para seu pescoço, Jane ofegou.
— Eu acho que nunca mais vamos em um restaurante — Sussurrou, Maura riu e a segurou no rosto beijando-a com desejo, sentindo a morena sugar sua língua seguida de seu lábio enquanto a apertava na cintura.
Suas cabeças moviam-se em ritmo lento, excitante, Maura a livrou do blazer e passando a beija-la no pescoço enquanto abria os primeiros botões de sua blusa social.
— Esquecemos o jantar? — Jane sussurrou e voltou a beija-la nos lábios, Maura sorriu.
— Não, eu estou morrendo de fome — Disse afastando-se após um selinho — Italiana?
— Por mim tudo bem.
— Você pega o vinho?
— Eu não sei escolher vinho, Maura.
— Qualquer um que você pegar está ótimo, eu vou lá encima e já volto — Disse levantando enquanto pegava o telefone e subia as escadas fazendo o pedido do jantar.
Jane suspirou abrindo mais alguns botões da blusa e arregaçou as mangas indo até a cozinha, pegou duas taças, o vinho e o saca-rolhas, virou apoiando a garrafa sobre o balcão enquanto abria e levantou o olhar vendo Maura abrir o robe e deixa-lo cair no chão.
— Nossa — Deixou escapar vendo o sorriso que se formou nos lábios da loira.
— Acho que temos um tempinho antes do jantar chegar — Disse se aproximando — Pensei que pudéssemos aproveitar a espera.
— Definitivamente não iremos mais jantar em lugar algum — Disse fazendo-a rir, Jane deixou a garrafa de lado e a puxou para si, beijando-a como intensidade enquanto a imprensava contra a ilha e lhe livrava da lingerie negra.
Maura a livrou das peças, sendo dominadas pelo desejo, levando-as a fazer um sexo louco no chão da cozinha sem ao menos se importarem com o lugar que estavam, era uma nova e deliciosa lembrança.
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