———§———
———§———
Frankie adentrou a sala do departamento e então olhou para Jane e para Korsak.
— O advogado do Huston chegou.
— Já estamos indo.
— Você está bem, Jane?
— Ótima — Disse séria, de certa maneira estava mesmo, mas por causa de sua noite com Maura e do bom resultado apesar de tudo correu.
Só que olhar para o homem responsável por quase arruinar sua noite a estava lhe deixando com os nervos a flor da pele.
— Vamos? — Korsak perguntou levantando, Jane afirmou seguindo-o.
— Sim, me mande mensagem quando descobrir algo — Disse ao irmão.
— Okay.
— Consegue ficar calma lá dentrou? —Korsak perguntou parando na frente da sala de interrogatório.
— Sim — Disse olhando-o.
Korsak afirmou brevemente e abriu a porta dando passagem para ela, logo depois entrou.
— Eu sou o doutor Theodoro Webber.
— Sou a detetive Jane Rizzoli e ele é o sargento Vince Korsak — Disse cumprimentando-o com um aperto de mão e sentou-se.
— Meu cliente é um suspeito no caso? — Jane riu nasalado apoiando os braços sobre a mesa.
— Não, ele é apenas uma testemunha, o fato de ter mandando chamá-lo é que estou processando seu cliente por conduta preconceituosa e difamação.
— Não estou entendendo.
— Eu estava com minha noiva no restaurante em que o senhor Huston trabalha horas antes do ocorrido, quando fui acusada por ele de má conduta e expulsa do restaurante por pegar em sua mão, acredite senhor Webber, eu sou muito paciente, mas não deixarei seu cliente sair impune disso após me fazer uma acusação dessas e nos fazer passar por isso, eu tenho as gravações da noite e posso provar que eu ou minha noiva em momento algum desrespeitamos o local ou as pessoas que estavam lá — Sua voz rouca era cortante, fazendo os dois homens tremerem — E eu não pretendo parar até que seja feita justiça.
— Creio que podemos entrar em um acordo sobre isso, não há necessidade de levar isso aos tribunais.
— Eu realmente espero que não, pois vocês não irão gostar de ter a carreira de vocês arruinada por uma mulher e ainda por cima lésbica, não é mesmo, senhor Huston? E eu espero que sejam bem criativos ao tentar me convencer.
[...]
Maura levantou a cabeça ao escutar batidas na porta da sala e seus olhos analisaram o homem a sua frente, Edward estava diferente, mas ainda continuava atraente, ele sorriu.
— Oi.
— Oi — Disse sorrindo e levantou, Edward a abraçou e ela o olhou ao se afastar, sendo analisada por ele — Senta — Apontou para o sofá e se sentou.
— Obrigado — Disse sentando-se.
— Qual o motivo de ter me procurado após tanto tempo e não poder falar por telefone?
— Eu preciso da sua ajuda, Maura — Disse tenso — E você é a única pessoa que confiaria minha vida.
— Você está me preocupando.
— Bom, há alguns meses eu assumi a empresa da família, comecei a analisar mais a fundo as finanças e descobri que a maioria das finanças foram maqueadas, eu até pensei em pedi ajuda ao Noah, já que ele está há tanto tempo nos negócios e é amigo de tantos anos da família, mas ele contaria a minha mãe sobre isso e não quero preocupá-la antes de ter certeza do que estou suspeitando — Disse apoiando os cotovelos nas pernas — A primeira pessoa que pensei em pedir ajuda foi você, sei da sua discrição.
— Não sei como posso te ajudar, Edward, eu não me envolvo em investigações, apenas na medicina forense.
— Sei que não se envolve, mas conhece detetives, talvez eles aceitem investigar se você pedir.
— Eu posso tentar — Edward sorriu e pegou as mãos dela.
— Muito obrigado Maura — Maura sorriu de canto.
Os dois viraram para a porta ao escutarem um limpar de garganta e analisaram a morena séria ali parada.
— Atrapalho?
— Jane, é claro que não — Disse levantando — Esse é Edward Dunn, um velho amigo, Edward, essa é a detetive Jane Rizzoli.
— Muito prazer detetive.
— O prazer é meu — Disse desconfiada apertando a mão dele — De onde se conhecem?
— Universidade, Maura e eu namoramos e um dia resolvemos fugimos e nos casamos.
— Você é casada? — Perguntou incrédula.
— Casamos porque estávamos bêbados, no dia seguinte percebemos nosso erro e pedimos a anulação, não somos mais casados.
— Na verdade ainda somos.
— Como é? — Perguntaram juntas.
— O advogado que estava cuidando da anulação do nosso casamento morreu antes de dar entrada no pedido.
— Ótimo — Jane disse irritada e coçou a nuca — Maura, eu preciso dos relatórios do assassinato.
— Você vai ficar com raiva de mim? Eu não acredito nisso, Jane Clementine Rizzoli — Disse irritada encarando-a.
— Não me chama desse nome — Disse irritada — Você não acha que eu deveria saber sobre seu casamento?
— Eu não fazia ideia de que ainda era casada, não era importante e você não pode me julgar por isso — Edward as olhava confuso.
— Como se não bastasse aquele maldito gerente, agora isso — Disse tentando se acalmar, após apertar a ponta do nariz.
— Você pode parar de ser teimosa e me escutar?
— Diz Maura, diz — Disse entredentes olhando-a e apoiando-se na mesa cruzando os braços.
— É só falar com outro advogado e fim, resolvemos isso em algumas horas e eu estou divorciada é como se nada tivesse acontecido, pode esperar algumas horas?
— Algumas horas quanto?
— Não sei, talvez quarenta e oito — Jane arregalou os olhos.
— Quarenta e oito? Isso é tempo demais.
— Por favor — Pediu manhosa aproximando-se juntando seus corpos.
— Argh, tudo bem — Maura sorriu segurando seu blazer e antes que pudesse fazer algo Edward limpou a garganta fazendo as duas olharem pra ele.
— Ah Jane, antes que eu me esqueça, Edward tem um assunto importante a tratar com você.
— E o que seria?
— Vem, senta aqui — A puxou para o sofá.
[...]
— Okay — Jane disse ao ouvir o que Edward tinha a dizer — Eu preciso analisar o caso, não creio que possa começar uma investigação sem que envolva um assassinato.
— Não teria como falar com o Canavaugh? — Maura perguntou a olhando.
— Eu vou tentar, mas o mais importante antes que ele aprove isso junto a promotoria é continuar mantendo isso em completo sigilo, vou conversar com Frost e com Korsak sobre o assunto e ver como podemos convencer o Canavaugh.
— Eu agradeço desde já detetive.
— Me agradeça resolvendo de uma vez sobre o divórcio de vocês — Disse levantando-se da mesa indo procurando a pasta com os relatórios sobre a mesa da loira.
— Jane! — A repreendeu por vê-la bagunçando a mesa.
— Que? Eu preciso dos relatórios.
— Não vai encontrá-lo bagunçando minha mesa — Disse seguindo até a morena e pegando a pasta, Jane forçou um sorriso, pegando e abriu a pasta começando a ler.
— Arritmia cardíaca — Disse estranhando.
— Sim, os três sofriam com frequência cardíaca anormal, seja irregular, acelerada ou muito lenta — Disse voltando a sentar-se na poltrona — Eu também achei uma pequena placa de metal implantada na nuca dos três, talvez um marca-passos, mas eu não conheço o modelo, provavelmente é algum tratamento novo.
— Então eles não eram tão desconhecidos como pareciam ser — Disse pensativa — E aonde estão as placas? Irei mandar Frost procurar o fabricante.
— Estão no laboratório, peça a Susie, ela estava analisnado os efeitos que ele poderia causar na pele.
— Okay, eu preciso ir, se tiver havendo alguma queima de arquivo, provavelmente esses assassinatos vão continuar — Disse arrumando a postura — Me avise se tiver novidades.
— Eu vou fazer mais algumas análises nos corpos, pra ver se encontro mais algumas coisas.
— Tudo bem — Disse beijando-a no canto da boca — Você tem quarenta e oito horas pra resolver sobre o divórcio Maura Isles, eu estou contando — Maura lhe mandou um beijo no ar vendo-a sair após jogar um breve olhar para Edward.
— Eu estou confuso.
— Eu preciso do nosso divórcio para me casar, Edward.
— Você vai se casar com a detetive Rizzoli?
— Sim.
— Uau — Maura riu da feição surpresa dele — Eu jamais imaginei que você se envolvesse com mulheres.
— Jane não verdade foi a primeira e a única, e antes que pergunte, sim, eu estou muito feliz, a Jane me faz feliz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.